Cinco leis de autoria dele em vigor no DF — no aplicativo, na farmácia, no trabalho, no diagnóstico e na maternidade.
São cinco leis de autoria dele em vigor no Distrito Federal, todas resolvendo um problema concreto que mulheres enfrentam.
Não são leis de intenção. São leis que mudaram procedimento, criaram direito e estão valendo agora.
Sua filha chama um carro à meia-noite. Você fica com o celular na mão até ela mandar "cheguei". Antes, ninguém verificava quem estava dirigindo.
Hoje, aplicativos de transporte e entrega não podem contratar motorista com histórico de violência contra a mulher — e são obrigados a manter canal de denúncia.
A mulher sofreu a agressão em casa. Foi buscar o medicamento para tratar a própria lesão. E entrou na fila comum, do lado de todo mundo, com o rosto marcado.
Isso acontecia. Hoje, mulheres vítimas de violência têm prioridade na retirada de medicamentos nas farmácias públicas do DF.
A servidora sofre assédio. Quer denunciar. Mas a denúncia passa pela mão de quem? Muitas vezes, do próprio chefe.
A lei garante às servidoras da administração pública do DF assistência psicológica sigilosa para enfrentar o assédio no ambiente de trabalho.
A endometriose atinge de 7% a 15% das mulheres em idade reprodutiva. Muitas passam anos ouvindo que é "cólica normal".
A lei instituiu no DF a Semana de Educação Preventiva e Enfrentamento à Endometriose — porque informação encurta diagnóstico, e diagnóstico cedo evita anos de dor.
Essa é uma pauta que chegou até ele pela porta de casa.
Existe um problema no quadril que atinge recém-nascidos. Descoberto cedo, resolve com um aparelho simples. Descoberto tarde, é cirurgia e sequela. A diferença são trinta segundos de exame na maternidade.
A lei garante as manobras de Barlow e Ortolani a toda criança nascida no Distrito Federal.
A avó que virou inspiração
A avó materna de Sardinha foi a primeira vereadora eleita em Porto Franco, no Maranhão. Ela abandonou a política por pressão — o avô não aceitava que ela recebesse gente em casa para atender a população.
Ele conta essa história para as filhas até hoje. E costuma dizer que ela é a razão pela qual leva a pauta da mulher a sério: porque viu de perto o que o machismo tira de uma família e de uma cidade.
Sardinha, 33123.
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