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Ele é fruto da escola pública. E voltou para consertá-la.

160 escolas beneficiadas, mais de 60 na zona rural, e a lei que tirou o ultraprocessado da merenda do DF.

Tudo o que Reginaldo Sardinha é, ele deve à escola pública do Distrito Federal.

Foi alfabetizado na Escola Classe 4 do Cruzeiro. Estudou na 304 Sul e na 103 Sul. Fez o segundo grau no Setor Leste, depois de dormir quatro dias numa fila de matrícula.

Por isso, quando chegou ao parlamento, ele fez da educação a prioridade número um do gabinete — e destinou a maior fatia das emendas para a rede pública.

Não foi cálculo político. Foi devolução.

A escola de telha Eternit

Uma sala de aula no meio do pasto. Na capital do país.

Em 2019, no início do mandato, ele visitou uma escola na zona rural de Planaltina que nunca esqueceu.

A sala de aula era uma telha de Eternit no meio do pasto. Vinte cadeirinhas, uma professora dando aula, animal passando ao lado — porque a escola nem cercada era. A supervisora atendia debaixo da caixa d'água.

Aquela visita mudou a régua do mandato. Depois dela, ele destinou recursos para 160 escolas públicas do Distrito Federal — mais de 60 delas na zona rural, justamente as que ninguém lembra de visitar.

Sala de aula construída. Equipamento comprado. Cantina reformada. Banheiro decente.

A lei da merenda

Ele foi almoçar numa escola pública e sentou com as crianças. Serviram uma almôndega que, nas palavras dele, tinha mais sebo do que carne.

E ele pensou: é isso que o filho dos outros come todo dia? Para muita criança, aquela é a refeição principal — às vezes, a única.

Voltou para o gabinete e apresentou a Lei 6.475/2020, que proibiu embutidos e ultraprocessados na merenda escolar do DF.

Hoje é carne in natura, fruta, legume e verdura — comprados, sempre que possível, do produtor local. A lei virou referência e foi copiada por outros estados.

Também da área

Disque-Bullying — projeto de sua autoria para enfrentamento do bullying nas escolas do DF. Ele fala do tema com autoridade dupla: foi vítima na infância e é agente de segurança.

Merenda nas férias — proposta que nasceu da sugestão de uma merendeira de Santa Maria: estender a alimentação escolar ao período de férias, para as crianças que dependem dela como refeição principal.

O que ele vai fazer

  • Um censo público das escolas do Distrito Federal, aberto a qualquer cidadão, mostrando o estado real de cada unidade. Nenhuma criança estudando em estrutura precária.
  • Escola rural com o mesmo padrão da escola urbana.
  • Isonomia para os professores temporários — hoje, um professor temporário com doutorado recebe zero de gratificação de titulação, enquanto o efetivo com o mesmo título recebe a mais. São mais de 10 mil profissionais nessa situação no DF.

Sardinha, 33123. Não precisa acreditar — vai lá ver.

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